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Programa CETEPS – Comunidades carentes
SIEXBRASIL: 18016
Área Temática: Trabalho
Autoria:
Ricardo Orlandi França – Coordenador - Anna Flávia Costa Oliveira – Aluna Bolsista -
Camila Ferreira Andery – Aluna Bolsista - Carolina Guimarães de Farias – Aluna Bolsista -
Cristina Aparecida Santana Cunha – Aluna Bolsista - Mariana Barbosa Vilela Rabelo – Aluna
Bolsista - Mariana Silveira de Barros Ribeiro – Aluna Bolsista - Nicole Tresinari Bertinato –
Aluna Bolsista - Paula de Castro Teixeira – Aluna Bolsista - Silvia Vieira Gondim – Aluna
Bolsista
Escola de Arquitetura / Depto. de Tecnologia da Arquitetura e do Urbanismo / CETEPS
Palavra Chave: Arquitetura
Introdução
O CETEPS é o setor responsável pelas atividades de extensão do Departamento de
Arquitetura e Urbanismo (TAU) da Escola de Arquitetura da UFMG. O Programa de
Atendimento às Comunidades Carentes tem como objetivos
- a elaboração de serviços de arquitetura e urbanismo, sem ônus, para as diversas entidades
que defendem os interesses das comunidades carentes, e que não dispõem de recursos
financeiros para contratar serviços profissionais de arquitetura
- o atendimento às diversas instituições governamentais e sociais
- o treinamento de estudantes de Arquitetura e Urbanismo nas diversas tarefas práticas
relevantes à sua futura atuação profissional.
Formas de Trabalho e Atendimento
Os diversos projetos solicitados ao CETEPS são elaborados conforme a urgência e relevância,
através dos procedimentos padrões a seguir:
- Pesquisa bibliográfica;
- Entrevistas com líderes comunitários e com arquitetos e engenheiros especializados, para
avaliação de possíveis metodologias de trabalho;
- Montagem do programa de necessidades físicas, com avaliação preliminar da meta do
projeto quanto à sua área de construção;
- Elaboração de lay-outs dos espaços constituintes do projeto, levantamento de equipamentos,
instalações e mobiliário, bem como de necessidades ambientais;
- Elaboração de fluxogramas de pessoas, materiais e veículos;
- Desenho do projeto, cumprindo-se as etapas de anteprojeto, projeto básico e projeto
executivo; desenho de detalhamento arquitetônico;
- Elaboração de orçamento preliminar e pré-planejamento de obras;
- Acompanhamento da elaboração de projetos complementares de estrutura e instalações
elétrico/telefônicas e de incêndio, em conjunto com engenheiros responsáveis;
- Acompanhamento da execução de obras, verificando a exata interpretação física dos
projetos;
- Acompanhamento das reuniões comunitárias para discussão e execução dos projetos
Projetos em andamento e concluídos no ano de 2005
1 - NUPAD
Bolsistas: Mariana Silveira de Barros Ribeiro e Nicole Tresinari Bertinato
O Núcleo de Pesquisa em Apoio Diagnóstico - NUPAD, é órgão complementar da Faculdade
de Medicina da UFMG e Serviço de Referência em Triagem Neonatal de Minas Gerais,
credenciado pelo Ministério da Saúde. Foi-nos solicitado o projeto de adaptação de uma
residência localizada à Avenida Francisco Sales, esquina com Rua Grão Pará, para que
recebessem ali famílias provindas do interior do estado cujos filhos estão em tratamento pelo
Programa. Nesse local funcionará então o Centro de Apoio à Família, ou Casa das Mães. Lá,
as famílias (geralmente mães e filhos doentes), passam o dia enquanto aguardam o horário de
suas consultas.
O projeto foi dividido em duas partes, pois no mesmo prédio é previsto o funcionamento do
Centro Administrativo do Programa. Foi decidido então que nos dois subsolos estaria
concentrado, inicialmente, a primeira parte do trabalho, o Centro de Apoio à Família.
De acordo com as necessidades apresentadas, foi desenvolvido o projeto e apresentado aos
coordenadores da Casa e do Programa, sendo então foi adaptado de acordo com as mudanças
propostas pelos usuários.
2 - Beco do Comércio de Jequitinhonha
Bolsistas: Camila Ferreira Andery e Paula de Castro Teixeira
O Beco Hélio Campolina é a travessa urbana que abrigará o projeto Beco do Comércio. A
proposta é de recuperação e integração desse espaço que hoje se encontra ocioso e em desuso.
O lugar é estrategicamente localizado no centro da cidade, próximo à rua onde se realiza a
feira semanal e onde se encontra o mercado municipal, tornando-se um local adequado para
concentrar e resgatar a cultura popular do Vale do Jequitinhonha.
Como o município é hoje grande produtor cultural e comercial de artes plásticas e artesanato
em geral, torna-se necessário então, a criação de um espaço de vendas que incentive os novos
artistas e preserve a memória cultural regional. A idéia é de transformar cada construção em
um espaço com função específica, como lojas de artesanato, galerias de arte, lanchonetes e
congêneres. O projeto envolve a população como um todo e tem como principal intuito, criar
um espaço que seja referência do artesanato tanto de Jequitinhonha quanto de todo o Vale.
Aproximadamente dez edificações estão na área de influência, porém, como quase todas se
encontram em estado precário, é necessário que passem por uma reforma estrutural, além de
novas instalações elétricas e hidráulicas. A pavimentação do beco deverá ser substituída
devido ao seu estado precário. Também será preciso a instalação de rede de energia,
iluminação e abastecimento de água. A iluminação externa fica a cargo de lampiões elétricos,
que se integram perfeitamente com o estilo adotado nas fachadas propostas.
3 - Casa da Cultura de Jequitinhonha
Bolsistas: Camila Ferreira Andery e Paula de Castro Teixeira
A nova Casa da Cultura de Jequitinhonha será instalada num casarão de estilo eclético de
acabamento requintado, situado na rua Dr. Olinto Martins e construído na década de 20,
representativo da fase de grande dinâmica cultural e econômica por que passou a cidade e a
região nessa época, digno portanto de ser preservado.
Com o intuito de manter a configuração original da casa, indicando claramente suas
primitivas divisões de alvenaria, e ao mesmo tempo, de integrar os ambientes contínuos, foi
proposta a abertura de vãos em arcos plenos nas paredes da área agora destinada a exposições.
É preciso fazer então uma reforma, que inclua prospecção de cores, avaliação da madeira e
telhado.
4 - Anexo da Casa da Cultura de Jequitinhonha
Bolsistas: Camila Ferreira Andery e Paula de Castro Teixeira
A proposta para o anexo (edifício a ser construído, localizado no terreno ao lado da Casa da
Cultura) é que ele seja uma extensão da Casa, oferecendo tanto à cidade quanto à região do
Vale um espaço, destinado a exposições, teatro, convenções, um café e até mesmo
informações ao público através de exibições audiovisuais de toda a manifestação da cultura,
do Vale do Jequitinhonha e de Minas Gerais.
Uma das principais intenções foi a de respeitar em escala a leitura tipológica e volumétrica,
marcando a construção com características que salientem a sua contemporaneidade. O anexo
apresenta resumidamente um hall para informações, controle de entrada e exposições
artísticas, camarins, banheiros, um café e um auditório criado para atender aproximadamente
a 200 pessoas. O edifício possui apenas um pavimento, mas será construído de maneira que
aceite posteriores extensões.
5 - Centro de Agricultura Familiar – Ponto dos Volantes
Bolsistas: Mariana Barbosa Vilela Rabelo e Silvia Vieira Gondim
O projeto de um Centro de Agricultura Familiar no município de Ponto dos Volantes tem por
objetivo ser uma escola para o aperfeiçoamento do processo econômico de base primária e
doméstica em toda a região, sendo solicitado pela EMATER, através da Pró-Reitoria de
Extensão da UFMG.
A primeira fase da implantação consiste no projeto agora desenvolvido e compreende um
auditório, um laboratório de informática com quinze computadores, um setor administrativo
que atende aos dois técnicos e ao coordenador do Centro, um conjunto de banheiros feminino
e masculino com vestiário e uma cantina com refeitório, com capacidade para 24 pessoas
simultâneas. A área ora definida para ocupação pelo Centro foi limitada pela verba definida
pela EMATER nessa etapa, tendo sido projetada sua implantação num terreno doado pela
Prefeitura de Ponto dos Volantes.
Quanto aos materiais utilizados na obra, blocos de adobe devem ser utilizados na execução
das alvenarias, pois a cidade possui mão-de-obra especializada na produção desse material,
além de ser uma boa solução para o conforto térmico da edificação. Para o telhado, projetado
em estrutura de madeira, propõe-se a utilização de telhas coloniais produzidas na região. Nas
salas, cozinha, banheiros e administração o forro é de lambris plásticos em PVC, na cor
natural branca, enquanto nas áreas abertas as telhas são aparentes. Nessas últimas áreas o piso
é de cimento natado, enquanto que nas salas de aula e na administração é de piso Paviflex e
nas áreas molhadas em cerâmica vitrificada. O revestimento das paredes dos banheiros e
cozinha é de azulejo e o revestimento externo é diferente do interno, podendo ser de
acabamento mais rústico, como a argamassa raspada a régua.
6 - Igreja do Nazareno - Bairro Padre Miguel - Santa Luzia
Bolsistas: Carolina Guimarães de Faria, Mariana Barbosa Vilela Rabelo, Silvia Vieira
Gondim
Trata-se do projeto de um templo evangélico que atende a comunidade de Santa Luzia e
principalmente do Bairro Padre Miguel. Para isso, precisava-se de um grande salão que
coubesse muitos fiéis, com pé direito duplo e mezanino. Além disso, havia a necessidade de
residência para o pastor e algumas salas de aula.
Foi feita uma pesquisa, tanto das necessidades da Igreja, como das exigências feitas pela
prefeitura de Santa Luzia, onde o projeto seria aprovado.
Havia também algumas exigências impostas pelo Pastor e pela Igreja, como a existência de
três vagas de garagem, instalações sanitárias para o público e depósitos atrás do púlpito. Com
um terreno de área reduzida e um grande número de instalações, a igreja precisou ser
edificada com três pavimentos, sendo o último a residência do pastor e as salas de aula.
É uma obra muito desejada por toda a comunidade, que se mostrou satisfeita com o projeto e
já estão se preparando para o início das construções.
7 - Abrigo Jesus
Bolsistas: Anna Flávia Costa Oliveira, Mariana Barbosa Vilela Rabelo, Silvia Vieira Gondim
A partir de pedido da coordenação do Abrigo Jesus, foi realizado o presente projeto por
estagiárias do CETEPS (Centro de Experimentação, Treinamento e Prestação de Serviços), da
Escola de Arquitetura.
O Abrigo Jesus, localizado na Rua Padre Eustáquio, em bairro de mesmo nome, é uma
instituição espírita, cujos voluntários trabalham desde 1938 em prol da criança e união da
família. Ele funciona como escola “auxuliar” e creche e fornece educação, alimentação e
possibilidades de crescimento social, mental, físico e espiritual para essas crianças e jovens.
Atualmente, o Abrigo assiste quase 200 crianças de idade entre 0 e 6 anos, através de
atividades como o ensino infantil e creche, em horário integral. Além disso, a coordenação do
Abrigo Jesus intenciona aumentar o alcance de sua assistência, abrindo vagas para cerca de
mais 300 crianças. Essas novas vagas abririam espaço àqueles com idade entre 7 e 14 anos,
para que recebam complemento as atividades escolares, acompanhamento escolar, bem como
atividades recreativas e relativas a instituição.
Para essa nova demanda, foi pedido ao CETEPS um projeto de ampliação e reforma de um
pavilhão já existente. O projeto de reforma consiste na reorganização do espaço do pavimento
térreo, enquanto que o projeto de ampliação implicou na contrução de um segundo pavimento,
que comportasse um auditório e salas de aula para os 300 novos alunos.
Para a execução do segundo pavimento, foi necessária a colocação de uma caixa de escada e
deslocamento da posição original da caixa d’água. Uma nova entrada foi proposta, com o
intuito de separar o acesso das crianças com 0 a 6 anos e aquelas de 7 a 14 anos.